segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Amy Winehouse no HSBC ARENA.2

Se o windows pode ter correções minha crítica, estado eu sobre o efeito winehouse também pode, se bem que eu discordo de uma correção expecifica e vou explicar em via própria por que prefiro usar Fan a Fã.
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Não sou um grande entendedor de música, nunca aprendi a tocar nenhum instrumento... meus talentos se manifestaram todos em áreas não musicais. Apesar disso hoje vou me permitir algumas palavras sobre Amy Winehouse e o show que acabei de assistir na HSBC ARENA.

Me parece que todo artista de um nicho específico quando acaba caindo nas graças dos deuses do pop passa a ter que lidar com uma espécie de Fan que não necessariamente sabe apreciar a arte como ela é. Esse fenômeno de ampliação de público em alguns casos pode fazer o artista se afastar de suas origens, a fama normalmente não contribuí para o aperfeiçoamento quer da vida privada quer da própria música.

Esse não é o caso de Amy Winehouse, apesar dos efeitos nocivos da fama e do dinheiro excessivo, Amy permanece de certa forma fiel a sua essência, o problema está em nós que vivemos em um mundo onde a superexposição de tendência puritana e de certa forma pasteurizante nos induz a querer que tudo seja igual, que todos vivam de acordo com o que é políticamente correto, como se política e correção fossem palavras irmãs...

Apesar disso tudo ainda existem pessoas que por alguma razão encontram-se imunes a essa homogenização cultural de massas, gente que por escolha ou pela força das circunstâncias possui um conjunto de valores um pouco diferente do lugar comum que as coisas hoje em dia estão.

Isso eu a Srta Winehouse temos em comum já que eu também penso e acabo agindo seguindo as influências de outra época. Amy se tivesse vivido nos anos 70 não causaria grande alarde com suas atitudes. Mas no século XXI ser escabrosamente livre, viver na eterna boêmia sem se preocupar em lutar contra a morte é um verdadeiro chamariz para todos esses paparazzi. Chega a ser covardia apelidar os pobres fotógrafos com essa alcunha hematófaga sendo que os verdadeiros vampiros são os donos da mídia. Esses sim sobrevivem do sangue alheio, se não tem sangue não vende jornal, o mesmo pode se dizer dos meios de comunicação mais internetizados.

De certa forma Amy acabou sendo qualificada no arquétipo da  Junkie, chegando a beirar a difamação a forma como os meios de comunicação induzem o raciocínio de que ser como a Amy é cair no fundo do poço. Tendo podido ver a cobertura que a imprensa popular fez da passagem da cantora pelo Brasil, chegando a sugerir que ela teria se hospedado em Sta Tereza exclusivamente pela facilidade em obter drogas, como se as drogas não batessem à porta dela sem convite.

Eu vivo dizendo que essas televisões modernas tem uma imagem mais real que a realidade, as pessoas geralmente não entendem o que eu quero dizer. Mas uma frase que me veio a mente, hoje no show, quando me vi mais atraído a olhar para o telão do que para a própria Amy pode ilustrar o que eu quero dizer.

“A forma como enxergamos o mundo depende da luz que jogamos sobre o que queremos ver”

As luzes que tem sido jogas sobre Amy tem de certa forma ofuscado o brilho de sua estrela, mas se por um momento as pessoas se tornarem capazes de simplesmente deixar de lado todo esse bullshit, se por um instante sequer alguém olhar para ele sem tanto pré-conceito tentando ter um pouco de empatia, vai enxergar a menina bem humorada que entrou em parafuso por causa do namorado filho da puta.

A culpa pelo período de fossa não é só das drogas, é fruto também dos pontos fracos de todo o poeta, um coração partido e uma alma boêmia. Foram tantos poetas que mergulharam de cabeça nos braços da noite, e que até hoje permanecem vivos e felizes em nosso imaginário popular que se fosse listar aqui o texto seria só uma lista de nomes.

Noel Rosa... estava tísico... ou seja com tuberculose, e mesmo assim fugia de pijamas pela noite para compor bem humorados sambas sobre o fato de terem lhe tirado as roupas do guarda roupa na van tentativa de fazer-lhe ficar em casa a noite. E até hoje nos perguntamos... com que roupa, eu vou... pro samba que você me convidou.

Mas e o show foi bom? Sim e não. Quem queria ouvir as músicas na qualidade de estúdio obviamente se decepcionou, quem estava lá querendo julgar, quem não entende o que ela estava falando com certeza vai poder apontar um zilhão de falhas.

No entanto as pessoas que curtem a música e entendem que Amy é uma estrela cadente já em sua parábola final... bem essas pessoas se divertiram. Resta saber se Amy vai se comportar como um cometa, se distanciando um pouco da órbita terrestre para então ressurgir no horizonte triunfante. Pelo menos é isso que nós fans esperamos, mesmo que ela já tenha entrado para o panteão da música... ainda é cedo Amy fica por ai e bebe mais um copo, o mundo sem você fica mais pobre.

P.S. Fiquei puto pra caralho com a maledicência da porra da mídia, noticiando como se fosse demérito a enorme generosidade artística da Srta Winehouse ao comentar dando a entender que o show teria tido duas ou três músicas cantadas exclusivamente pelos backing vocals, na realidade são músicas próprias dos membros da banda. E não uma espécie de defeito, como se alguém tivesse cantado para Amy por que ela não consegue. Puro bullshit jornalístico...

Amanhã eu posto os vídeos e as fotos...

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