O pessoal está ajudando no blog, fico muito feliz tendo bons amigos como os que tenho, olha de onde o pessoal da globo copiou a primeira prova do líder...
12/01/2011
Todo ano... isso já há mais de dez anos... quando chega janeiro o Brasileiro acompanha uma novela diferente. O Big Brother Brasil tornou-se uma constante tão sólida quanto a novela das oito, que começa as nove, tão certo quanto o carnaval...
E tudo começou na Holanda como um reality show contendo um alerta velado, ao que se tornaria uma constante cultural em nossa sociedade no século XXI, ...George Orwel que o diga, mas que ao chegar no Brasil acabou alçado ao patamar de relevância nacional, tanto quanto a apuração do desfile das escolas de samba ou o campeonato brasileiro de futebol.
Essas três grandes formulas de controle e entretenimento de massas tem em comum a falsa premissa de participação popular, com um severo e velado controle de resultados. Todos os três são jogos de cartas marcadas pelos quais as pessoas chegam a deliberar infinitamente defendendo o time, a escola de samba ou o participante favorito do BBB... "eu já sou fã da Talula".
Apesar disso eu não sou um daqueles chatos que vão ficar torcendo o nariz falando mal do pessoal que está em casa se divertindo com o BBB, já que também acabo sendo dragado por essa atração gerada no programa, aliás essa é uma das edições que tema mais atrativos.
Deixando de lado a retrospectiva sobre como o BBB foi capaz de modificar o comportamento de massas e os hábitos de consumo, vale a pena dizer que na primeira edição no ano 2000, apenas uma participante possuía implantes de silicone nos seios, ao que parece, nesta edição apenas uma não possui o que hoje em dia passou, segundo as palavras dos próprios participantes, um upgrade básico e indispensável para a felicidade e a manutenção da auto-estima feminina.
A décima primeira edição conta com o grupo mais homogêneo em relação à idade, nível sócio-cultural, aparência, atividade profissional... bem parecido com a sétima edição vencida por Diego Gasques, o alemão. "A primeira vez que me identifiquei com o vencedor."
Fora as futilidades e o narcisismo extremamente exacerbado, típico da geração século XXI. A edição conta com alguns participantes com bastante carisma, entre eles Talula que em minha opinião é a maior candidata ao pódio e quem sabe consiga algum lugar ao sol after BBB.
A produção também não deixa a peteca cair e sempre tenta inovar alguma coisa entre uma edição e outra, criando variações nas regras do jogo, que na maioria das vezes servem para tumultuar as relações entre os participantes. Boni e sua equipe não dizem os que os Brotheres devem fazer nem como devem se comportar, além é claro das puxadas de orelha quando eles começam a pisar na jaca ou quando simplesmente fazem merda.
Apesar disso os BBBs são extremamente manipulados por seus titereiros detrás dos espelhos, a globo não precisa de muito para conduzir as coisas. Apesar disso no ano passado acabou sendo surpreendida pela experiência e estratégia de Marcelo Dourado. A décima edição talvez tenha sido a única que o público realmente tenha decidido, não pelo voto, mas pela audiência é claro. Já que esse negócio de votação é uma balela...
Ah é sério que você acreditava que ligando ou clicando na internet estava decidindo quem iria sair?
Bem acho que vou deixar as outras observações para depois, já que esse texto já está gigantesco... Se você está lendo isso é por que ainda consegue ler alguma coisa na Internet. Nesse caso ou você é um nerd chato como eu ou realmente gosta de BBB, sinceramente quem sou eu pra te criticar né?
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